
Por Keyla Marques
Desde 2009, quando o Governo do Estado assumiu o projeto de construção de um viaduto na rua Padre Cícero, quem reside, estuda, trabalha e/ou transita pelas esquinas da avenida Carapinima com as ruas Dom Jerônimo e Padre Francisco Pinto, no Benfica, enfrenta uma série de transtornos. Primeiro foram as desapropriações com valores irrisórios. Depois veio a demolição de alguns imóveis e partes de outros. O que sobrou foram escombros e restos de materiais, o mato crescendo, sujeira nas calçadas - fazem um dois anos que não existe limpeza na rua.
Foram criados desvios para a demolição do antigo trilho do trem que cortava a Carapinima, feito então para a Padre Francisco Pinto (para seguir para a José Bastos) e na rua José Bastos para ir para a avenida João Pessoa. Desde então o segundo desvio ainda existe, mas o que se vê são condutores que não seguem regras de trânsito avançando o sinal, fazendo conversões em locais proibidos e muitas, muitas batidas, envolvendo ônibus, caminhões, automóveis e motos.
Existia uma revenda de carros na avenida Carapinima e parte do prédio foi demolido. A calçada da revenda está sendo usada pelos condutores como um desvio. Quando existe engarrafamento na via, os pedestres ficam andando bem perto da parede, para evitar atropelamentos. Fiscalização da AMC (Autarquia Municipal de Trânsito) não existe.
Uma sinalização mais efetiva, um bloqueio nas calçadas, para evitar que os condutores as utilizem como vias, é o mínimo que os pedestres pedem até que esta obra seja concluída, o que, aliás, não se tem a menor ideia de quando vai acontecer.
Se todos que sofrem com este trânsito caótico, quer seja pela manhã, ao meio dia ou no final da tarde, começassem a cumprir as regras básicas de trânsito, poderíamos reduzir a quantidades de acidentes. O abandono do poder público em não fiscalizar o trânsito, ou do Ministério Público, em não investigar as obras inacabadas, também são motivos de indignação dos moradores do Benfica.
A Carapinima, que antes era reconhecida pelas árvores, que todos diziam que “era uma frescura só nos dias de calor”, hoje é apenas barulho, poluição, freadas de carros e motos e muita sujeira.
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