Leitos clínicos para pacientes de oncologia, centro de
diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Essa realidade ainda não existe no
Hospital da Mulher, inaugurado em agosto de 2012. Foi para cobrar um
atendimento efetivo que representantes do movimento Outubro Rosa Ceará
visitaram a unidade na manhã de ontem. Após debate entre integrantes e direção
do hospital, foi inaugurado o “Jardim das Vitoriosas” em homenagem a mulheres
que lutam contra a doença. Em Fortaleza, foram 720 casos de câncer de mama em
2012, segundo dados da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres da
Secretaria da Cidadania e Direitos Humanos (SDH).
Segundo a coordenadora geral do Outubro Rosa Ceará,
Valéria Mendonça, o modelo de gestão da unidade não dá conta da necessidade do
município. O Hospital da Mulher é unidade de referência e atende pacientes após
encaminhamentos nos postos de saúde. A reivindicação não se restringe às
vítimas do câncer de mama. A luta é por saúde inclusiva, com atendimento
humanizado nas diversas especialidades para mulheres negras, indígenas,
lésbicas e com deficiência. “Temos que entender que as mulheres são quase 52%
da população. Se elas forem atendidas plenamente aqui, é óbvio que desafoga o
sistema de saúde lá fora”, argumenta.
O foco do hospital, segundo o diretor Francisco Rogério, é
na atenção primária e no diagnóstico. Em resposta às reivindicações feitas na
manhã de ontem, Rogério garantiu que a unidade planeja ampliar o atendimento
para funcionar com plena capacidade. Mas a tarefa, adverte, não é simples.
“Temos uma limitação muito grande na equipe e não temos como expandir o
atendimento de forma rápida. Ainda vamos estudar o modelo de gestão do hospital
e definir como será a contratação de pessoal”, informa. A promessa é também
aumentar o funcionamento da maternidade no início de 2014 para realizar partos
de risco.
(Texto de Thaís Brito, publicado no jornal O Povo – edição
de 8/10/2013)
Foto:
Mauri Melo

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