A rua Justiniano de Serpa é um importante logradouro desta região de Fortaleza. Faz a ligação entre as avenidas 13 de Maio e Bezerra de Menezes, englobando os bairros Benfica, Farias Brito e Otávio Bonfim.
Sua denominação presta homenagem ao escritor e político Justiniano José de Serpa (foto), que nasceu em Aquiraz no dia 6 de janeiro de 1852 e teve uma intensa vida pública, com destaque para seu mandato como presidente do Estado do Ceará de 1920 até a sua morte, no dia 1° de agosto de 1923.
De origem humilde, trabalhou desde cedo juntamente com seu pai, Manuel da Costa Marçal. Transferindo-se para Fortaleza, começou a atuar como jornalista. Bacharelou-se em Direito na Faculdade de Direito do Recife, em 1888, quando já era conhecido na vida política e intelectual local.
Participou do Centro Literário e foi um dos fundadores da Academia Cearense de Letras, do qual é patrono da cadeira n° 22. Foi autor de diversas obras do campo do Direito, de ensaios e poesia, com destaque para “Oscilações” (1883), “O Nosso Meio Literário” (1896) e “Questões de Direito e Legislação” (1920). Sua obra poética, ligada ao movimento abolicionista, do qual foi um dos mais ativos participantes, era essencialmente condoreira.
Iniciou a vida política ainda durante o Império, sendo deputado geral entre 1882 e 1889 pelo Partido Conservador. Foi deputado federal pelo Pará, entre 1906 e 1919. Recebeu diversas homenagens do povo cearense, como a rua citada no início deste texto e o tradicional Colégio Justiniano de Serpa (Escola Normal), localizado no Centro de Fortaleza, mais precisamente no início da avenida Santos Dumont.

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