Ocorreu-me, há pouco, a ideia de falar dos sonhos e, assim, descobrir qual o significado de cada pedaço que constitui a nossa imaginação. No entanto, para empreender tal tarefa, faz-se necessário saber diferenciar, ao longo da vida, dois conceitos importantes para a realização de uma reflexão segura, a saber: aparência e realidade. A partir disso, podemos lançar a seguinte questão: quais são as possibilidades de transformação dos sonhos?
Lembro-me de uma pequena história contada por minha mãe que dizia ser mais fácil aprender com exemplo do que com a opinião. Para não ficarmos somente na teoria, vejamos os casos dos recém-condenados no caso denominado “mensalão”, que passaram quase toda a sua vida política dentro de uma retórica afiada, entretanto incapazes de seguir o discurso.
Construímos ao longo da vida várias entradas e reentradas acreditando na existência de um ambiente mágico onde tudo acontece, como personagens de cinema, televisão ou quadrinhos.
Apresentamos logo cedo os personagens que nos representarão como heróis; mostramos o seu esconderijo, sua força, planeta e seus inimigos, severamente combatidos e aniquilados.
Mas onde encontrar os verdadeiros super-heróis? Ou melhor, quem são os heróis de nossos filhos? Faltam Batmans, Mulheres Maravilhas e Chapolins?
Alimentamos o desejo de personalizar na figura heroica escolhida o reflexo dos atos que não somos capazes de realizar.
Enfrentamos o trabalho, adoecemos, sofremos de stress, desse modo, não percebemos a ausência.
Acordemos! Nossas crianças precisam de reais super-homens, supermulheres, eu, você, pais e mães num desafio constante de fazer o novo, apresentemo-nos, mostremos nossos esconderijos.
Que tal levar seu filho ao seu local de trabalho? Não esqueça a capa mágica. Sim, aquela que usamos quando acordamos no meio da noite para vê-los dormir; diga que seus poderes se renovam pela manhã com um simples bom dia, obrigado, ou, por favor. Construa a sua história. Não nos esqueçamos de que os filhos devem ter seus ídolos: nós.
Agora, admitamos, andamos longe de nossos fãs.
(Artigo de autoria de César Filho, presidente do Projeto Bem Fazer, publicado no jornal OLHO DE LINCE, edição de dezembro/2013)
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