Eis
uma notícia triste e desoladora para todos nós que no dia a dia lutamos pela
paz: ao contrário do que se esperava, a Lei Maria da Penha teve impacto nulo
sobre a mortalidade de mulheres por agressões, o chamado feminicídio.
O estudo inédito
"Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil”, apresentado ontem pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Governo Federal, aponta que
não houve redução das taxas anuais de mortalidade, comparando-se os períodos
antes e depois da vigência da Lei. As taxas de mortalidade por 100 mil mulheres
foram 5,28 no período 2001-2006 (antes) e 5,22 em 2007-2011 (depois).
"Observou-se apenas sutil decréscimo da taxa no ano 2007, imediatamente
após a vigência da Lei”, assinala a pesquisa.
No Brasil, no período
2009-2011, foram registradas 16.993 mortes, resultando em uma taxa de
mortalidade anual de 5,82 óbitos por 100 mil mulheres. O Estado do Espírito
Santo, na região Sudeste, é um campeão em feminícidios no Brasil, com uma taxa
de 11,24 óbitos para cada 100 mil mulheres, seguido pela Bahia (9,08), Alagoas
(8,84), na região Nordeste, e Roraima (8,51), no Norte. O estado com a menor
taxa é o Piauí, no Nordeste, com 2,71 mortes para cada 100 mil mulheres.
Os parceiros íntimos são os
principais assassinos de mulheres. Aproximadamente 40% de todos os homicídios
de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. Em contraste, essa
proporção é próxima a 6% entre os homens assassinados. Ou seja, a proporção de
mulheres assassinadas por parceiro é 6,6 vezes maior do que a proporção de
homens assassinados por parceira.
No Brasil, no período de
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