terça-feira, 8 de outubro de 2013

Estamos adentrando na era do “salve-se quem puder”.

     Estamos vendo sinais claros de que o mundo está perto de acabar. Ou então, que está para eclodir, em algum lugar, a terceira guerra mundial.
     Um exemplo disso aconteceu no sábado passado, na Praia do Futuro, quando três meninas, todas menores de idade, assaltaram e esfaquearam uma médica que saía de um hotel em direção ao seu carro.
     E como se não bastasse a gravidade do fato, após o trio ser apreendido, uma das meninas ainda debochou da situação, afirmando que “se a médica estava num hospital era porque as facadas não tinham acertado o lugar certo”.
     Infelizmente, não podemos jogar toda a culpa apenas em cima dessas coitadas que fazem parte de um segmento social vítima de um sistema cruel, excludente, que faz com que existam dois mundos completamente diferentes em uma mesma cidade.
     O que é mais triste, no meio de tudo isso, é não se ter notícia de que algum vereador, deputado ou senador do Ceará tenha apresentado sequer um requerimento ou projeto eficaz para que nossos governantes possam dar um basta nesta autêntica guerra urbana que vivenciamos e que cresce cada vez mais.
     Resumindo, sem educação de qualidade, sem muitas opções de emprego e renda para milhares de adolescentes e adultos, e com o “crack” e outras drogas circulando livremente em todos os bairros de Fortaleza, devido também à ineficiência do aparelho policial e da fragilidade e dubiedade das leis, estamos adentrando com os dois pés na era do “salve-se quem puder”.

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